
Luísa Costa Gomes

Na terça-feira passada, 12 de Dezembro, contámos com a presença da contista, dramaturga, tradutora, cronista e responsável pela revista FICÇÕES, Luísa Costa Gomes, que dinamizou uma oficina de escrita. Em breve, disponibilizaremos, aqui, alguns dos textos produzidos.
Pede um desejo imenso | Frederico Lourenço

A triologia de Frederico Lourenço, inaugurada por Pede um desejo imenso e continuada em O Curso das Estrelas e À beira do Mundo tem como fundo narrativo a história que liga Nuno e Filipe.
No primeiro volume, cujo título é devedor de um belo verso camoniano. Desenha-se uma história de amor passada num ambiente universitário, mostrando que também aí há intrigas e maledicência. Habilmente, o jovem autor traz para a cena literária a questão da homossexualidade, abordando a questão com sobriedade e naturalidade.
A continuação da saga perde algum interesse no segundo volume, pois o narrador, para contextualizar o primeiro romance, desvia-se um pouco do eixo matricial.
Já em À beira do Mundo, Frederico Lourenço recupera o fôlego inicial e, desta feita, transporta, a ambiência universitária para a cidade dos Arcebispos.
Estas três obras, agora publicadas em um só volume, valem enquanto um todo e ajudam o leitor a entrar num ambiente onde se misturam sentimentos fortes com referências de qualidade académica a grandes autores como Camões e Homero.
Estas três obras, agora publicadas em um só volume, valem enquanto um todo e ajudam o leitor a entrar num ambiente onde se misturam sentimentos fortes com referências de qualidade académica a grandes autores como Camões e Homero.
Fica-nos a vontade de saber mais sobre Nuno.
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Amor de Perdição | Camilo Castelo Branco
O livro de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição, trata da história de amor de Simão António Botelho com Teresa de Albuquerque.
Este livro desperta um certo interesse desde o início da história devido á forma como é narrada. Os amores proibidos de Simão e Teresa servem de cenário a um drama que pode ser ilustrado pela seguinte frase: “Amou, perdeu-se e morreu amando”.
Sandra Sousa
Este livro desperta um certo interesse desde o início da história devido á forma como é narrada. Os amores proibidos de Simão e Teresa servem de cenário a um drama que pode ser ilustrado pela seguinte frase: “Amou, perdeu-se e morreu amando”.
Sandra Sousa
Amor de Perdição Camilo Castelo Branco
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Poema de amor de Jorge Sousa Braga

Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno
E quase ia morrendo com o receio de que ele não te coubesse no dedo.
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Eu que servi o Rei da Inglaterra, de Bohumil Hrabal | visões úteis
visões úteis 16 de Novembro 14:30 Teatro Campo Alegre
Eu que servi o Rei de Inglaterra foi escrito no Verão de 1971, de uma vez, e Hrabal escusou-se mesmo a revê-lo para assim preservar a impressão original das imagens. O narrador, o pequeno garçon Ditie, é uma personagem tornada amoral pelo seu sonho de prestígio social e pelo rápido desenrolar dos acontecimentos históricos à sua volta. No coração desta obra encontramos o desencadear da Segunda Guerra Mundial: é o final da década de 30 e Adolf Hitler, após anexar a região dos Sudetas (situada na Checoslováquia, mas cuja população é maioritariamente de ascendência alemã), acaba por ocupar Praga e todo o país. Ditie é arrastado pelos acontecimentos sem os julgar, e acaba por se colocar, a cada momento, do lado “certo”, na busca dessa estatura que a Natureza lhe negou. ( in Visões Úteis)
A vida, por Juliana
A vida é o que nós queremos que ela seja. A felicidade não se conquista: somos nós que a criamos. A vida é muito mais do que a simples rotina diária: o mundo tem muito mais para nos dar do que aquilo que olhamos sem ver. Vamos buscar tão longe aquilo que está perto. Vemos as pessoas como dados adquiridos. Desejamos voltar ao passado quando nos devíamos preocupar em viver o presente. Deixamos que o orgulho e o medo nos empeçam de seguir os nossos sonhos e, depois, culpamos a vida por não sabermos desvendar a humanidade.
Ama o impossível
“Ama o impossível, porque é o único que não te pode decepcionar”
Vergílio Ferreira
Nas cantigas de amor, o trovador exprime o seu amor por uma dama, que apenas ouve os poemas que lhe são dedicados: nunca se pronuncia. Ele ama o impossível, o inatingível: sabe que ela nunca vai corresponder ao seu “amor” e, ainda assim, continua a admirá-la à distância.
Jessica
Jessica
A mulher na publicidade, na Juliana
A mulher reinavam como suseranas, na poesia medieval. Eram vistas como um modelo ideal, como um objecto poético emudecido. Contudo, na vida quotidiana, a mulher tinha um papel insignificante. Era o homem o detentor de todo o poder. Era como se existissem dois mundos, duas esferas sociais: uma privada e uma pública. A mulher não tinha acesso à esfera pública: à política, à economia, à sociedade. Para o homem, o facto de a mulher se cingir à casa e á família era bom, pois desta forma não se rebelariam contra a sociedade. Por outro lado, actualmente, existe uma forte presença da publicidade, onde a imagem feminina é usada de forma, igualmente, idealizada. Estas imagens distorcidas visam gerar frustração nos consumidores e levá-los a adquirir produtos para que possam chegar mais perto desse ideal.Tanto na idade Média, como actualmente na publicidade, a mulher não passa de uma ficção imaginada. Mas, apesar de tudo, nos dias que correm a situação da mulher é bem diferente. Na Idade Média as mulheres eram submissas porque tinham de se sujeitar a essa situação, agora essa situação só existe quando as mulheres compactuam com ela.
A mulher ao longo dos tempos, por Rui Filipe
A mulher desde sempre foi idealizada pelo homem, mas nem nos tempos medievais, nem agora no texto publicitário, tem voz própria. Na Idade Média, os poemas eram feitos por homens para a mulher idealizando-a, fazendo-a perfeita , mas apenas em seu próprio beneficio, com o intuito de serem vistos como grandes poetas. Essas mulheres não tinham direito à palavra, não podiam expressar-se. Nos dias de hoje, acontece algo parecido na publicidade, à qual estamos expostos, todos os dias. A mulher é apresentada como um modelo estético e sugere-se que todas deviam ser como esse modelo. Ambas, quer a mulher medieva, quer a mulher da publicidade, são adoradas, idealizadas. São mulheres perfeitas, mas sem poder para dizer o que pensam. No entanto existem algumas diferenças. Enquanto a mulher na Idade Média era vista como um objecto, hoje não é vista assim. A mulher tem acesso a cargos políticos, sociais, profissionais. Os homens também mudaram, tanto nas opiniões, como nas posições. Hoje em dia existem muitos mais homens a cuidar da casa do que na Idade Média (se é que havia algum). Apesar de já terem mais peso na balança, esta ainda não se encontra equilibrada, coisa que devia acontecer.
Rui Filipe
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Escrever...
Elabora um comentário, onde reflictas sobre os pontos de contacto entre a «senhor» emudecida da lírica trovadoresca e as mulheres de papel que invadem a publicidade.
A mulher na publicidade

«Os modelos do feminino apresentados pelos anúncios são entendidos como uma espécie de norma face à qual as mulheres agem, e que se torna impossível de ignorar. »
«Se a publicidade dá a ver imagens do feminino e das mulheres que são interiorizadas e as influenciam em termos de valores e de comportamentos, não é menos verdade que tais imagens emergem num determinado clima social e que captam, portanto, tendências sociais. A publicidade veicula e sedimenta os valores da sociedade na qual opera. São, pois, determinantes, deste ponto de vista, as relações de poder entre homens e mulheres, os valores de género vigentes e o papel social da mulher, uma vez que estes vão também reflectir-se na publicidade e nos anúncios produzidos. Sem pôr de lado o potencial de subversão de valores e de práticas sociais tantas vezes atribuído à publicidade, mesmo em termos dos papéis sociais das mulheres, não é possível contornar o facto de que nenhum tipo de mensagem veiculada socialmente pode fugir da realidade social em que é produzida. Os anúncios que mostram, por exemplo, homens a escolher o seu detergente, a lavar a louça ou a cuidar dos filhos têm um potencial de instigação à mudança social diminuto. Isto porque são criados e lidos à luz de práticas sociais em que são habitualmente as mulheres a realizar estas tarefas. São produzidos para serem interpretados como dando conta de uma realidade não real. Não pretendem dizer que os homens são ou devem ser assim, mas, pelo contrário, que são as mulheres a ocuparem-se normalmente daquelas tarefas e que estes seres do sexo masculino são uma excepção. Face a isto, poderá afirmar-se que, de algum modo, reforçam a norma da mulher dona de casa, em vez de a contrariarem. »
«O visual (a representação imagética publicitária do feminino) toma a seu cargo o social (as atitudes e comportamentos sociais das mulheres), criando representações sociais ao dar a ver representações visuais, "fazendo" mulheres ao mostrar mulheres. »
(excertos do livro Retratos de mulher : construções sociais e representações visuais do feminino)
A mulher na ldade Média

As cantigas de amor são o momento em que a mulher assume o papel de suserana: o homem coloca-se na atitude de seu fiel vassalo. Contudo à mulher apenas lhe era permitido deixar-se adorar. A mulher devia controlar seus impulsos e manter-se em sua postura de senhora. Não podia entregar-se para não infringir as regras do amor cortês. Nesse aspecto, o amor cortês também serviu para impor controle à mulher, pois não se podia romper o sistema de relações sociais hierárquicas que subordinavam o feminino ao masculino e impedia qualquer união entre classes distintas. Longe do amor cortês, a mulher continuava em sua condição inferior, pois essa “promoção” feminina era restrita ao âmbito literário.
Sujeitas à submissão e transformadas em objectos de troca entre homens, as mulheres são lançadas ao sabor das estratégias de alianças de homens que criam normas, codificam e determinam os destinos da mulher.
Dos protagonistas da história, os homens, sabemos sempre o nome, e quase sempre a formação cultural, as amizades, as deslocações, a data e o lugar do nascimento e morte; se são homens da Igreja, sabemos a que ordem pertenceram e que papel representaram; se são leigos, podemos determinar-lhes a condição social e o nível cultural. Das protagonistas da nossa história não sabemos o nome nem a biografia; as mulheres entram nos textos da literatura medieval como mulheres sem voz.
Nas cantigas, a mulher não é a detentora do discurso, não é o sujeito da enunciação que a espelha. O homem a condena por sua liberdade, no entanto, percebe-se que é uma liberdade controlada, pois ela não tem o direito de ser a detentora do discurso que pretende revelá-la em seus cotiodiano e em seus aspectos emocionais. Através da palavra ela se revelaria em poderia instaurar as suas próprias verdades, os seus anseios, as suas dúvidas e as suas exigências emocionais, morais e sensuais. Ao terem a palavra silenciada, as mulheres medievais tinham a vida silenciada.
Sujeitas à submissão e transformadas em objectos de troca entre homens, as mulheres são lançadas ao sabor das estratégias de alianças de homens que criam normas, codificam e determinam os destinos da mulher.
Dos protagonistas da história, os homens, sabemos sempre o nome, e quase sempre a formação cultural, as amizades, as deslocações, a data e o lugar do nascimento e morte; se são homens da Igreja, sabemos a que ordem pertenceram e que papel representaram; se são leigos, podemos determinar-lhes a condição social e o nível cultural. Das protagonistas da nossa história não sabemos o nome nem a biografia; as mulheres entram nos textos da literatura medieval como mulheres sem voz.
Nas cantigas, a mulher não é a detentora do discurso, não é o sujeito da enunciação que a espelha. O homem a condena por sua liberdade, no entanto, percebe-se que é uma liberdade controlada, pois ela não tem o direito de ser a detentora do discurso que pretende revelá-la em seus cotiodiano e em seus aspectos emocionais. Através da palavra ela se revelaria em poderia instaurar as suas próprias verdades, os seus anseios, as suas dúvidas e as suas exigências emocionais, morais e sensuais. Ao terem a palavra silenciada, as mulheres medievais tinham a vida silenciada.
As cantigas trovadorescas revelam um jogo de espelhos em que à mulher restavam apenas duas opções: ou corresponder à imagem criada pelo clero e endossada pela estrutura patriarcal, metonímia e metáfora de uma ideologia opressotra e conservadora, ou, ao fugir do quadro convencionado, ser religada à marginalidade através de imagens grotescas, da beleza disforme, do cómico, da sexualidade diabólica e desenfreada, da prostituição, da bruxaria, pois o direito à liberdade era limitado e utópico.
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Pode alguém ser quem não é? , Sérgio Godinho
A passagem do tempo não impediu que chegassem à actualidade marcas e temáticas já presentes nas cantigas trovadorescas. Mais um exemplo.
- Senhora de preto
diga o que lhe dói
é dor ou saudade
que o peito lhe rói
o que tem, o que foi
o que dói no peito?
- É que o meu homem partiu
Disse-me na praia
frente ao paredão
“tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo,
o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem”
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Seja um bom agoiro
ou seja um mau presságio
sonhei com o choro
de alguém num naufrágio
não tenho confiança
já cansa este esperar
por uma carta em vão
“por cá me governo”
escreveu-me então
“aqui é quase Inverno
aí quase Verão
mês d’Abril, águas mil
no Brasil também tem
noites de S. João e mar”
Pode alguém ser quem não é?
É estranho no ventre
ser de outro lugar
e tão confusamente
ver desmoronar
um a um sonhos sãos
duas mãos
passando da alegria ao desamor
Pode alguém ser livre
se outro alguém nao é
a algema dum outro
serve-me no pé
nas duas mãos,sonhos vãos,
pesadelos diz-me:
Pode alguém ser quem não é?
Sérgio Godinho, Pré-histórias
Amor, Escárnio e Maldizer

Para quem pensa que a lírica trovadoresca - cantigas de amigo, cantigas de amor e cantigas de escárnio e maldizer - é coisa do antigamente, peço um pouco de atenção para a actualidade musical. Amor Escárnio e Maldizer é título do sexto álbum de originais dos Da Weasel, novamente eleitos como a melhor banda portuguesa pela MTV, que alcançou já um resultado histórico,tendo sido disco de platina no próprio dia de lançamento. “Amor, Escárnio e Maldizer” é um título trazido do antigamente e que tem muita pertinência.
Temos Amor, Escárnio e Maldizer
Haja amor pela música, pela mulher
Pela vida, com todos os seus defeitos
Haja vontade de mudar esquemas dúbios,
truques, maningâncias, preconceitos (até os nossos)
Haja sementes bem cuidadas para tratar do amanhã
Que se prevê cada vez mais difícil
Haja orgulho na cultura nacional
Para além do futebol providencial
Há todo um manancial potencial
Haja igualdade social
Não só em campanha, mas em exercício de mandato
Haja coragem de mandar pra a a prisão de uma vez por todas
Quem o merece, e nós sabemos quem merece, de fato (e gravata)
Haja transparência, consciência e competência, sobretudo,
Haja urgência para cuidar da nossa sociedade com clarividência...
Haja paciência.
Temos Amor, Escárnio e Maldizer
O comentário de texto (passo a passo)

O que é que o texto diz? Como diz? O que me diz?
- estas são as principais perguntas a que temos de dar resposta quando pretendemos fazer um comentário de texto.
Lemos um texto e, para falar dele, temos que o ter compreendido em primeiro lugar. O acto de falar do texto corresponde, por sua vez, ao acto de explicação, ou seja, o momento em que, uma vez compreendido o texto lido, estamos aptos a esclarecer os outros sobre aquilo que o texto diz, como diz e o que nos diz. O acto de compreensão do texto torna-se, a partir daqui, simultâneo em relação ao acto de explicação, porque explicamos para que os outros possam compreender. Este processo pode ser continuado infinitamente. Só podemos chegar ao comentário, depois de termos compreendido e explicado um texto.
1. Ler atentamente o texto a comentar, pelo menos duas vezes. Desde logo, devemos assinalar todos os elementos do texto que nos ofereçam dificuldades de compreensão (vocábulos, referências concretas, conceitos complexos desconhecidos ou empregues em situações inesperadas).
2. Resolver todas as dificuldades encontradas, procurando nos dicionários e enciclopédias as respostas a todas as palavras e expressões que ofereceram dificuldade de compreensão.
3. Identificar o tipo de texto que estamos a ler.
A que género literário pertence? Qual o modo que (o) representa?
4. Localizar o texto: trata-se de um excerto ou de um texto independente?
No primeiro caso, identificaremos a obra original a que o excerto pertence, fazendo uma síntese do seu enquadramento geral; no segundo, limitar-nos-emos à síntese do enquadramento do texto autónomo na totalidade da obra do seu autor.
5. Indicar o tema do texto. A compreensão do texto passa por este primeiro teste que consiste em responder correctamente à questão: O que é que o texto diz? Não devemos confundir tema com assunto. O primeiro é a ideia fundamental que o texto quer provar ou desenvolver; o segundo, é a matéria ou objecto de que trata o texto. O assunto obtém-se por intermédio do resumo, que contém todos os elementos relevantes do texto.
A que género literário pertence? Qual o modo que (o) representa?
4. Localizar o texto: trata-se de um excerto ou de um texto independente?
No primeiro caso, identificaremos a obra original a que o excerto pertence, fazendo uma síntese do seu enquadramento geral; no segundo, limitar-nos-emos à síntese do enquadramento do texto autónomo na totalidade da obra do seu autor.
5. Indicar o tema do texto. A compreensão do texto passa por este primeiro teste que consiste em responder correctamente à questão: O que é que o texto diz? Não devemos confundir tema com assunto. O primeiro é a ideia fundamental que o texto quer provar ou desenvolver; o segundo, é a matéria ou objecto de que trata o texto. O assunto obtém-se por intermédio do resumo, que contém todos os elementos relevantes do texto.
Para o comentário, interessa mais a definição do tema do que o resumo do texto. A extensão narrativa do assunto é sempre maior do que a do tema, que, pela sua extrema brevidade, se aproxima do título (mas não se confundindo obrigatoriamente com ele).
6. Determinar a estrutura do texto. Todo o texto possui uma estrutura interna, ou seja, os elementos que o constituem ordenam-se segundo uma lógica de sentido. Determinar tal estrutura significa, em termos simples, identificar os momentos em que podemos dividir o texto como um todo, possuindo cada momento, por si só, uma lógica de sentido própria. O conjunto dos momentos de um texto, sempre reduzidos a um mínimo razoável e justificável, dá-nos desde logo um plano esquemático do texto nas suas linhas fundamentais. O tema já definido terá de percorrer, de alguma forma, mesmo que implicitamente, os momentos determinados no texto.
7. Analisar a forma do texto. Nesta fase, esclarecem-se os processos estilísticos, linguísticos e/ou gráficos que o autor do texto utilizou na construção do texto. É fundamental não esquecer que esta análise só é justificável em função do nível de adequação da forma escolhida ao tema desenvolvido, isto é, o tema tem que estar representado em cada um dos processos analisados.
8. Elaborar uma conclusão, captando o essencial do texto.
(ver mais aqui , aqui e aqui)
6. Determinar a estrutura do texto. Todo o texto possui uma estrutura interna, ou seja, os elementos que o constituem ordenam-se segundo uma lógica de sentido. Determinar tal estrutura significa, em termos simples, identificar os momentos em que podemos dividir o texto como um todo, possuindo cada momento, por si só, uma lógica de sentido própria. O conjunto dos momentos de um texto, sempre reduzidos a um mínimo razoável e justificável, dá-nos desde logo um plano esquemático do texto nas suas linhas fundamentais. O tema já definido terá de percorrer, de alguma forma, mesmo que implicitamente, os momentos determinados no texto.
7. Analisar a forma do texto. Nesta fase, esclarecem-se os processos estilísticos, linguísticos e/ou gráficos que o autor do texto utilizou na construção do texto. É fundamental não esquecer que esta análise só é justificável em função do nível de adequação da forma escolhida ao tema desenvolvido, isto é, o tema tem que estar representado em cada um dos processos analisados.
8. Elaborar uma conclusão, captando o essencial do texto.
(ver mais aqui , aqui e aqui)
Se ao menos a morte, de Filipa Leal

Se ao menos a morte
Ela morria tantas vezes
em tiroteios à porta de casa
que já não sabia morrer para sempre
assim
de uma vez só.
Se ao menos se marcasse um dia
para a morte, uma hora certa
como no dentista
que apesar de tudo
nos faz esperar
onde apesar de tudo
não sabemos quando será a nossa vez.
Se ao menos a morte tivesse revistas
e gente na sala de espera
não estaríamos tão sós
tão vivos nessa ideia final
nesse desconforto.
Poríamos o nome na lista
quando estivéssemos prontos
sabendo que seria fácil desmarcar
marcar para outro dia
ou simplesmente
não comparecer.
Depois, ficaríamos com a dor,
com o terror
de passar sequer naquela rua
como ela à porta de casa.
Ela que morria tantas vezes
porque morria de medo de morrer.
Filipa Leal
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Desafio

Durante o primeiro período, gostaria que cada um fizesse um microfilme.
Esse microfilme deverá ser um relato de vivências, experiências ou reflexões, verdadeiras ou fictícias, na 1.ª pessoa. Sobre as imagens, haverá um texto criado e dito pelo autor do microfilme. Esse texto — autobiográfico, memorialístico, diarístico ou de auto-retrato — deve percorrer todo o filme e ser preparado. O microfilme não deve ter personagens visívveís.
Bom trabalho!
Bom trabalho!
Ultimato, crítica de cinema, por Tiago
O Ultimato, em inglês The Bourne Ultimatum, é uma triologia cinematográfica onde se ficciona a história de um assassino profissional, Jason Bourne (interpretado por Matt Damon) que perde a memória e que ao longo das três longas-metragens tenta reconstituir o seu passado. Jason Bourne perdeu a memória numa missão ao serviço de um programa secreto do governo dos EUA, por isso é perseguido pela C.I.A. para que não revele informação confidencial.
Trata-se de um conjunto excelente de filmes de acção, sendo que, a meu ver, o último filme da saga é aquele que se me afigura como o mais entusiasmante, uma vez que é aqui que tomamos conhecimento de muitos pormenores que dão sentido aos filmes anteriores. O pior do filme é mesmo ser o último da triologia.
Tiago Santos
Alguns apontamentos sobre o Bairro, por Tiago

O Bairro é um conjunto de livros onde comparecem uma série de senhores com estórias anormais, no sentido em que escapam à lógica habitual. O Senhor Valéry, o Senhor Calvino, o Senhor Krauss e o Senhor Juarroz têm em comum o facto de serem todos vizinhos do mesmo bairro, apesar de nos livros existir registo de que falem uns com os outros.
Todos os habitantes do bairro têm nomes de escritores famosos: Valéry (Paul Valéry), Calvino (Italo Calvino), Kraus (Karl Krauss) e Juarroz ( Roberto Juarroz).
O Senhor Valéry e o Senhor Calvino têm em comum a baixa estatura, o que os leva a andar muitas vezes aos "saltos" para conseguirem ser do mesmo tamanho das outras pessoas, só que por menos tempo.De todos os livros, considero que o Senhor Valéry e o Senhor Juarroz são os mais cativantes. O Senhor Krauss foi, de entre todos os livros, aquele que considerei menos interessante.
Sobre o autor:
Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Foi Bolseiro do Ministério da Cultura — IPLB com uma bolsa de Criação Literária para o ano 2000, na área de poesia. Em Dezembro de 2001 publicou a sua primeira obra: Livro da dança, na Assírio e Alvim.
Recebeu o Prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do jornal Expresso com a obra O Senhor Valéry (publicado na Editorial Caminho em 2002) e o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Investigações. Novalis (Difel).
Publicou O homem ou é tonto ou é mulher e A colher de Samuel Beckett e outros textos, ambos na Campo das Letras e adaptados para teatro. Está representado em antologias de poesia publicadas na Holanda («Hotel Parnassus, Poetry International 2002») e na Bélgica («Het laatste anker» — «O último refúgio — 300 poemas de todo o mundo sobre a morte», Lannoo/Atlas), e editado em revistas inglesas e americanas. Traduzido para italiano com um conto inserido na antologia «Racconti senza dogana» — «Jovens escritores para a nova Europa» (Gremese Editore). No grupo OuLIPO (França) foi realizada, em 2003, uma leitura de algumas histórias de O Senhor Valéry (com tradução e leitura de Jacques Roubaud). Ainda em 2003 publicou O Senhor Henri (Caminho). O Senhor Valéry foi traduzido para francês, com um prefácio de Jacques Roubaud, e editado em Setembro de 2003 na «Joie de Lire». O ano de 2004 assitiu ao crescimento do «Bairro» com o lançamento de O Senhor Brecht e O Senhor Juarroz. Publicou os romances: Um homem: Klaus Klump, em 2003 e A máquina de Joseph Walser (2004) na Caminho.Em 2005 publica, também na Editorial Caminho, a obra vencedora de dois prémios, Jerusalém.Vencedor, em 2004, do Prémio LER/Millenium BCP.Vencedor, em 2005, do Prémio Literário José Saramago.
Tiago Joel Rocha Santos
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