Livros até ao infinito
Gabriella: O bilhete de Identidade, conto de Paulo Kellerman, que faz parte do livro Silêncios entre Nós.
Bruna: Sempre é uma companhia, conto de Manuel da Fonseca, que faz parte do livro O Fogo e as Cinzas.
Gabriela: Mestre Finezas, de Manuel da Fonseca, que faz parte do livro Aldeia Nova.
Joana: Um conto, à escolha, da colectânea Contos Vagabundos, de Mário de Carvalho.
Tiago: um conto da colectânea de contos Gastar as Palavras, de Paulo Kellerman.
Jéssica: Uma simples flor nos teus cabelos claros, de José Cardoso Pires (conto que faz parte do livro recentemente reeditado Histórias de Amor.
A Juliana levou Davam grandes passeios ao Domingo, de José Régio, e E os costumes disse nada, de David Mourão-Ferreira.
O Rui e a Sandra estão a "saramaguear" (e muito bem!).
Depois de o Rui, o Tiago e a Juliana terem lido o Ensaio sobre a Cegueira, chegou a vez da Sandra. O Rui agora está a acompanhar A Viagem do Elefante.
A Jéssica, ainda antes de ler Uma Abelha na Chuva, de Carlos de Oliveira, vai ler Tarde demais Mariana, de Filomena Cabral. A Cátia está a ler Tristes Armas, de Marina Mayoral.
É claro que estão todos a ler e ou a reler Os Maias de Eça de Queirós.
"Pierce, grande Pierce, quão parecido", de Tiago "Bocage" Joel

Eis uma resposta ao primeiro desafio:
Importas-te de continuar? # 2
“11 de Dezembro
Olho para o papel branco (afinal um tudo-nada pardacento) sem a angústia de que falava Gaughin (ou era Van Gogh?) ao ver-se em frente da tela, mas com apreensão, apesar de tudo. Que vou eu escrever — eu, a quem nada neste mundo obriga a escrever? Eu, antecipadamente sabedor da inutilidade das linhas que neste momento ainda não redigi, dentro de alguns minutos (de alguns anos) finalmente redigidas?
Não sei: folheio ao acaso a página cento e quinze do meu caderno, ainda branca, ainda parda, e pergunto-me: daqui a dois, a três, a quatro meses, quando a alcançar — se a alcançar —, terei escrito uns milhares de palavras. Que palavras?
E fico perturbado, muito mais perturbado por essa página do que por esta, já em parte azulada e vazia de surpresas. Como saber se nela, hoje e durante um ou dois meses ainda branca, branca e situada no futuro, embora um futuro espacial, eu não contarei (não terei contado) coisas de cortar o coração? Sobre mim. Ou sobre o mundo, uma guerra, a vitória completa do fascismo, por exemplo.”
É com a angústia da página em branco que se inicia o romance Bolor, de Augusto Abelaira.
Continua o texto (não mais de 400 palavras) respeitando o registo de língua usado pelo autor e a tipologia textual.
"Camões, grande Camões, quão semelhante" - 1ª tarefa P.I.L.
Camões, grande Camões, quão semelhante
Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,
Arrostar c'o sacrílego gigante.
Como tu, junto ao Ganges sussurrante
Da penúria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,
Também carpindo estou, saudoso amante.
Ludíbrio, como tu, da sorte dura,
Meu fim demando ao céo, pela certeza
De que só terei paz na sepultura.
Modelo meu tu és, mas... oh tristeza!...
Se te imito nos transes da ventura,
Não te imito nos dons da natureza.
Bocage
Primeira tarefa - P.I.L.:
Neste soneto, Bocage compara-se a Camões nos transes da ventura, porém, nota que se afasta dele no génio literário. Tendo por base este soneto, reescreve-o parodicamente, comparando-te tu a uma figura que admires.
