O sol ilumina a neve | Rui Filipe
O sol ilumina a neve
branca que o mar já congelou
campo de rosas vermelhas que
outro campo beijou
desço o alto penhasco
que ao seio de montes me levou
sigo para sul a planície
onde um lago me parou
conheço cada centímetro deste
mundo onde estou
soalho de seda suave
que, sem querer, me apaixonou
Pensei já ter tirado
o meu coração daqui
afinal estava enganado,
afinal nunca parti
Rui Filipe
(No dia em que o Rui completa 17 anos, um texto de sua autoria.)
Mocidade Portuguesa Feminina vs Cosmo
O Rui fez uma “leitura” comparativa entre Mocidade Portuguesa Feminina de Irene Flunser m Pimentel uma revista feminina (Cosmopolitan). O trabalho do Rui é mais extenso, mas por agora fiquemos com os títulos do passado e os títulos do presente:
Casar é um sacramento para ser uma verdadeira mulher. / Para que serve o casamento?
O uniforme da Mocidade / Peças de roupa e acessórios com muito brilho.
Pode uma rapariga corresponder-se com um rapaz desconhecido? / Atreva-se: meta conversa!
Há inconvenientes no flirt? / Ouse
Combate os teus defeitos / Goste de si
Os rapazes ao sol! As raparigas na sombra / Sexy na neve.
Qual é a idade ideal para uma rapariga casar? / Sexo – o que ele gosta (e o que ele não gosta)
Curso de Donas de casa / Estratégias para seduzir
Boa filha e rapariga séria / Pare de comer o que engorda e tenha um corpo fabuloso
Areia - Lado C por Rui Filipe
Vejo agora quem está nos rochedos: é um homem, um dos homens que eu trouxe para esta mesma praia, seguimos, olho-o, vejo-o, observo-o.
Pergunto-lhe como está, ele murmura palavras que não ouço, no entanto, entendo, percebo cada palavra que esconde, minto, digo que parece estar bem. Perguntas-me quem era, penso que quero, penso que não devo, penso que devo entendo que queiras saber, mas espero que não entendas, porque não o faço.
Beijo-te, abraço-te, acaricio-te, fecho os olhos, tu gritas, sinto o sol bater-me na cara e o mar molhar-me os pés, este, fecha-se numa onda que nos une ainda mais, algo estranho acontece, deixo de sentir o Sol aquecer-me a cara, abro os olhos e vejo-o. Nos olhos dele, vejo ódio, de braços estendidos no ar segurando, fortemente um pedaço de madeira, ele desce os braços com força, acerdando-te, eu grito-te, ele repete atingindo-te com muita força. Ele avança para o mar, perco-o de vista. Pergunto-me se estás vivo.




