FERNÃO LOPES


Começamos hoje a preparar o textos que dará a conhecer Fernão Lopes ao 4.º A da EB1 da Corujeira. Preparem-se para saber quem foi este cronista e para saberem um pouco sobre o Mestre de Avis.

Na imagem: Assinatura de Fernão Lopes (Fernandus Lopi)

Consta de uma certidão de 14 de Dezembro de 1436, extraída a pedido do concelho e julgado de Riba de Lima, do Livro das Inquirições Régias, na parte aplicável à região, vistoriada em 26 de Abril de 1228.

Esta preciosidade diplomática foi publicada em 1934, por Rocha Madahil. Elevam-se, assim, a vinte o número de certidões passadas pelo nosso primeiro historiador, no seu ofício de «Guardador das escrepturas do tombo e chaves dela». (daqui)

Bastidores do TNSJ


É já na próxima terça-feira que vamos conhecer os bastidores do TNSJ...

Luísa Costa Gomes | Artes na Escola


No próximo dia 2 de Dezembro, Luísa Costa Gomes estará connosco a fim de dar início ao Clube de Leitura e de Escrita.

Luísa Costa Gomes | vida

Nascida em Lisboa, 1954/Licenciatura em Filosofia/Professora do Ensino Secundário/Contista, romancista, dramaturga, dramaturgista, guionista, tradutora, cronista / Publicou 5 romances, 6 volumes de contos, 2 librettos, 10 peças de teatro, entre as quais "Nunca Nada de Ninguém", "Clamor" (sobre textos do Padre António Vieira), "O Céu de Sacadura", "O Último a Rir"/ As peças foram encenadas no ACARTE (Fundação Gulbenkian), Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional de S. João, Teatro Rivoli, Teatro Camões (ópera "Corvo Branco" de Philip Glass e Robert Wilson, ( EXPO 98), Teatro Villaret, etc./ Faz parte do Programa Artes na Escola, a funcionar na Direcção Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular, desde o ano 2000/ Traduz filmes , teatro e ficção/Dirige a revista "FICÇÕES" (revista de contos)

Luísa Costa Gomes | obra

Ficção

13 Contos de Sobressalto, contos, Editora Bertrand, Lisboa, 1982
Arnheim & Désirée, narrativa, Difel, 1983
O Gémeo Diferente, contos, Difel, 1984
O Pequeno Mundo, romance, Quetzal, 1988
Vida de Ramón, romance, Dom Quixote, 1994
Olhos Verdes, romance, Dom Quixote, 1994
O Defunto Elegante, com Abel Barros Baptista, romance, Relógio d’Água, 1996
Contos Outra Vez, contos, Cotovia, 1997
Educação para a Tristeza, romance, Presença ,1998
Império do Amor, contos, Tinta Permanente, 2001
A Pirata, romance, Dom Quixote, 2006
Setembro, contos, Dom Quixote, 2007
Ilusão (ou o que quiserem), romance, Dom Quixote, 2009

Teatro
Nunca Nada de Ninguém, Cotovia, 1991
Ubardo, seguido de A minha Austrália, Dom Quixote, 1993
Clamor, sobre textos de Vieira, Cotovia, 1994
Duas Comédias, (Um Filho e Vingança de Antero ou O Último a Rir), Relógio d’Água, 1996
O Céu de Sacadura, Cotovia, 1998
Arte da Conversação e Vanessa Vai à Luta, Cotovia, 1999
José Matias, Porto, Ensemble, 2002

Crónicas
Isto e Mais Isto e Mais Isto, Editorial Notícias, 2000

FERNÃO LOPES | apoio

Fernão Lopes

Uma flor de verde pinho | Manuel Alegre

Uma flor de verde pinho

Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarra nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.

Manuel Alegre

Good bye, Lenin! | Adeus, Lenine! | Wolfgang Becker

Outono de 1989. Pouco antes da queda do Muro de Berlim, a mãe de Alex tem um ataque cardíaco e entra em coma. O triunfo do capitalismo acontece enquanto ela está inconsciente. Quando finalmente acorda, no Verão de 1990, a RDA deixou de existir e Berlim está totalmente transformada. Alex, determinado a protegê-la a qualquer custo e com medo que ela volte a ter um ataque cardíaco se souber o que aconteceu, decide não lhe contar que o Muro caiu. Com a ajuda de um amigo, fabrica programas de televisão que já deixaram de existir, evita que ela veja anúncios publicitários (o que seria se ela visse um cartaz da Coca-Cola!) e enche a casa de produtos e objectos, cada vez mais raros e difíceis de conseguir.

As Vidas dos Outros | Florian Henckel von Donnersmarck

1984, Alemanha de Leste. Cinco antes antes da Glasnot e da queda do Muro, a população é mantida debaixo de controlo pela Stasi, polícia secreta alemã. A missão da Stasi é apenas uma: saber tudo sobre a vida de todas as pessoas, através de uma vasta cadeia de informadores/denunciadores. O filme acompanha a gradual desilusão do Capitão Gerd Wiesler, um oficial altamente credenciado da Stasi, cuja missão é espiar um famoso escritor, George Dreyman, e a sua esposa, a actriz Christa-Maria Sieland.

O Fim de Lizzie de Ana Teresa Pereira, por Filipa Miguel


"Uma antiga namorada disse uma vez que eu tinha o ar de quem passou algum tempo no inferno e está ainda um pouco chamuscado; mas era mais comum dizerem-me que tinha um aspecto felino.
A descrição não me desagradava.
Alto, magro, de olhos azuis, rosto de traços felinos. Suponho que as mulheres sempre me acharam bem parecido, ainda que o ar de ter passado algum tempo no inferno fosse um pouco inquietante. Mas as mulheres gostam de sentir medo.
As amigas de Lizzie diziam que ficávamos bem um com o outro. Lembro-me de uma delas ter afirmado que os nossos filhos seriam lindos. Os nossos filhos.
Não sei o que teria acontecido se Lizzie engravidasse naquela altura. Ou antes, acho que sei. Eu teria ficado doido de alegria, embora o dinheiro mal chegasse para vivermos os dois. E ela..."
in O Fim de Lizzie de
Ana Teresa Pereira

Este livro retrata a história de quatro personagens (Kevin, John e as duas irmãs gémeas, Lizzie e Miranda). Kevin é o narrador de toda a história e aqui conta as suas aventuras. Kevin foi criado na casa do seu avó, juntamente, com John, Lizzie e Miranda. Os quatro brincavam muito e divertiam-se, igualmente, na casa do avó que tomava conta deles. Mais tarde, a avó veio a falecer deixando-lhes uma herança (a casa onde cresceram) , mas essa herança só podia ser distribuída 7 anos depois da data da sua morte e, dos quatro jovens, só Kevin e Lizzie estavam vivos .
Foram eles, então, os herdeiros da casa do avó. Desde sempre, os dois sentiam, um pelo outro, um grande amor. Começaram a namorar e, a partir daí, viveram flizes, sem impedimentos, nem preocupações.

Filipa Miguel

A constipação | Gonçalo M. Tavares


A constipação

De manhã, ofereceram ao Chefe o mapa do país, todo dobradinho, a cores, para que o Chefe deixasse de confundir o Norte com o Sul, o Litoral com o Interior, urna cidade grande com urna aldeia pequena, um castelo com um centro comercial moderno, urna fonte de água com urna taberna.Enfim, ofereceram o mapa do país ao Chefe para ele deixar de confundir tudo com o seu contrário. Mas como o Chefe guardou, distraído, o mapa no bolso, à tarde estava já a assoar-se a ele.

- Raio de lenço que me ofereceram! - protestou.
- É para partir o nariz!

Os dois Auxiliares que, quando tinham testemunhas, eram muitos patriotas - e naquele caso um era testemunha do outro - estavam gelados, ao longo de toda a espinha, da cabeça aos pés: aquilo não se fazia. Nem as luvas, nem o casacão ou o cachecol impediam os calafrios. Além disso, estavam alguns graus negativos.

- Oh, Chefe. Isso não é um lenço: é o mapa do país!
- Ah! - exclamou o Chefe -, por isso é tão áspero!

O Chefe protestou, encolheu os ombros e, corno o mal já estava feito, continuou a assoar-se ao mapa.
- Assoe-se ao litoral propôs então um dos auxiliares.
- É a melhor maneira de não fazer uma ferida no nariz.

É mais mole.

O Chefe, subitamente, parou, e fixou os olhos no seu Auxiliar. Uma certa comoção na atmosfera: aquela preocupação com a sua saúde... Sem uma palavra, o Chefe inclinou-se e deu um pequeno mas significativo beijo na testa do dedicado Auxiliar.



Senhor Krauss, Gonçalo M. Tavares

Alberto Pimenta

os cegos dizem: veremos.
nós vemos e calamo-nos.

os mudos gesticulam.
nós temos as mãos nos bolsos.

os surdos põem a mão em concha.
nós tapamos os ouvidos

Alberto Pimenta
(in a A Sombra do Frio na Parede)

Teste de Avaliação

Teste Lírica Trovadoresca

A mulher na Lírica Trovadoresca



"Mas a dama é também a peça central de um divertimento, do jogo de xadrez, cuja grande voga data desta época, de outro jogo sobretudo - esse jogo que é o amor cortês. Expressão, entre outras, da ideologia cavaleiresca na sua resistência à aculturação eclesiástica, o amor cortês torna-se, no século XII, a principal actividade lúdica dos primórdios modernidade, nas cortes formadas pelos príncipes mais importantes, onde são lançadas as modas aristocráticas. Como todos os jogos, propõe-se proporcionar a evasão do quotidiano, graças à inversão das relações normais. É um desafio à exortação da Igreja contra o afundamento nos prazeres mundanos. E um desafio às proibições da moral matrimonial. Segundo as suas regras, um «jovem» - um cavaleiro celibatário - escolhe uma «dama» - esposa de um sénior - para a servir, macaqueando as atitudes vassálicas, com a esperança de uma recompensa. Mas a dama nunca é tomada pela força, nem cedida. O jogo exige que ela se dê, progressivamente, e os seus favores são tanto mais preciosos quanto eles parecem não ligar importância aos grandes castigos destinados aos adúlteros. A posição da mulher - envolvida por homenagens, desejada, lenta mas incompletamente condescendente - parece, à primeira vista, ser de superioridade. Mas é necessário não nos iludirmos com as aparências. Trata-se de um jogo de homens. Quem conduz o jogo é o próprio senhor, que finge entregar a esposa, mas que se serve dela como isco. A competição de que ela é fulcro permite-lhe segurar pela rédea o grupo de jovens que fazem a glória da sua casa. Enfim, se o desejo é de facto o aguilhão do amor cortês, a verdade é que se trata apenas do desejo masculino.
A CORTESIA, AINDA MAIS DO QUE O CASAMENTO, FAZ DA MULHER NOBRE UM OBJECTO." Georges Duby

O amor na Lírica Trovadoresca

Poesia dos Trovadores | História da Literatura Portuguesa

Máquinas, máquinas...


Que máquina criarias tu se pudesses?

Uma máquina de sonhos?
Uma máquina do tempo?
Uma máquina que fizesse as coisas boas durar mais tempo?
Uma máquina que apagasse más recordações?
Uma máquina de boas memórias?
Uma máquina para fazer de conta?
Uma máquina de boas intenções?
Uma máquina de ideias?
Uma máquina de histórias?
(Bem, isso já existe: chama-se livro?)
Ou uma máquina que dispensasse livro de instruções?

Serralves este ano vai por-nos a pensar em máquinas, neste projecto a máquina será fonte de criação e pretexto de reflexão: máquinas úteis, inúteis, poéticas, transgressoras; máquinas que despertam sonhos, que abrem caminhos, que resolvem problemas… (mais)






A propósito de Máquinas.

Máquinas

Poesia Provençal


"A actividade trovadoresca floresceu no reino de Portugal desde os inícios do séc. XIII até meados do séc. XIV. Ao contrário do que aconteceu no sul de França e mesmo na Galiza, onde abundaram os jograis, isto é, indivíduos de condição não nobre que assumiam esta manifestação cultural como uma profissão da qual retiravam os proventos necessários à sua sobrevivência, a maior parte, senão a totalidade, dos autores portugueses eram trovadores, pertencendo, portanto, aos vários estratos em que a nobreza portuguesa se dividia na altura. Entre eles encontramos um rei, D. Dinis, alguns membros da família régia, como D. Gil Sanches, bastardo de D. Sancho I, D. Afonso Sanches e o conde D. Pedro, bastardos de D. Dinis, alguns magnates, como D. Garcia Mendes d'Eixo ou de Sousa e seu filho D. Gonçalo Garcia, D. Afonso Lopes de Baião ou D. João Peres de Aboim, mas o grupo mais significativo é, sem dúvida, o dos simples cavaleiros, detentores de pequenos domínos senhoriais ou relegados à condição de simples vassalos em cortes senhoriais mais importantes. Neste grupo podemos incluir, entre outros, Afonso Mendes de Besteiros, Afonso Pais de Braga, Estevão Fernandes Barreto, Estevão Travanca, Fernão Rodrigues de Calheiros, o escudeiro João de Gaia, João de Guilhade, João Soares Coelho, João Soares Somesso, Martim Peres Alvim, Martim Soares, Pero Dornelas, Pero Mafaldo, Pero Mendes da Fonseca, Rodrig'Eanes d'Alvares, Rui Martins do Casal, Rui Queimado ou Vasco Praga de Sandim." [...]
"Constituindo-se como ficção literária através da qual era permitido ao cavaleiro ultrapassar os obstáculos postos na prática ao seu acesso à mulher e, através dela, à criação de uma nova linhagem, não admira que a cantiga de amor se tivesse imposto, junto dos cavaleiros portugueses, aos restantes géneros poéticos praticados por trovadores e jograis. Nesta perspectiva, a adopção desta manifestação cultural tinha subjacente não somente o fenómeno de pauperização dos filhos segundos e de outros cavaleiros, mas também o "resguardo" da mulher nobre por parte dos chefes de linhagens, presente, nomeadamente, no seu encaminhamento para as instituições monásticas femininas de recente fundação; e o afastamento entre o cavaleiro e a dama, implícito nas modificações acabadas de assinalar, acabou por levar o primeiro a projectar uma imagem mítica da segunda, sustentada pela reutilização e reformulação, em benefício desta, da terminologia que enquadrava as relações de carácter pessoal por eles mantidas nos meios senhoriais onde se situavam."

"Se nos voltarmos agora para as cantigas de amigo, situamo-nos aparentemente no mesmo mundo: o do foro amoroso do compositor, encenado no ambiente familiar da amiga, donde parte por vezes a oposição a esse relacionamento através da interposição da figura da mãe. Nelas, portanto, estão igualmente presentes os constrangimentos sociais já anotados em relação à cantiga de amor. As semelhanças invocadas não devem, todavia, esconder algumas divergências de fundo existentes entre ambos os géneros poéticos. A mais visível diz respeito ao novo enquadramento proposto para este relacionamento amoroso. Como é sabido, a figura do autor apaga-se dando voz à "amiga", que é quem, sozinha ou acompanhada por vezes pela mãe ou pelas amigas, se expôe, relatando-nos as atitudes e sentimentos nela provocadas por esse relacionamento. Ora, esta inversão dos papéis desempenhados até então pelo homem e pela mulher a nível literário, desinserida já do contexto vassálico vigente no serviço amoroso e na imagem da mulher da cantiga de amor, foi acompanhada, além disso, por um alargamento do quadro sentimental do poeta. Com efeito, se a cantiga de amigo ainda reproduz a coita amorosa da cantiga de amor, agora associada à figura feminina, nela cabe também a satisfação ou felicidade resultante de um amor já correspondido. Deste modo, a cantiga de amigo, e a própria cantiga de amor - pela quebra da sua importância e ao mesmo tempo pelas modificações nela operadas -, ao proporem saídas para o estado de infelicidade do compositor, anunciavam que algo se modificara no meio trovadoresco relativamente aos obstáculos de ordem familiar e social por nós destacados para justificarmos a implantação deste movimento cultural no ocidente peninsular. E resolvidos, pelo menos parcialmente, os problemas da "casa", o trovador podia dedicar uma maior atenção ao mundo que o rodeava."

"É a construção deste mundo, onde se tenta a reaproximação da dama e do cavaleiro, que podemos hoje acompanhar lendo as composições das primeiras gerações de trovadores portugueses. Na obra de alguns deles como, por exemplo, na de João Soares Somesso, constituída quase somente por cantigas de amor, ainda se podem ver com nitidez as marcas de um distanciamento compulsivo que a coita do compositor, isto é, o seu sofrimento amoroso, pela sua presença obsessiva, não resolveu por completo. Nas poucas cantigas de escárnio e de maldizer destes trovadores, uma das quais é atribuída ao mesmo João Soares, a mulher é novamente um dos temas fortes, agora num registo mais descritivo e satírico. As recusas de damas nobres em se unirem a pretendentes escolhidos pelas respectivas linhagens, a crítica à sua ligação a indivíduos de condição social inferior, vilãos ou cavaleiros-vilãos, ou ainda os raptos de duas damas da mais alta nobreza por nobres de categoria inferior, desvendam-nos parcialmente as estratégias que a têm como alvo e, ao mesmo tempo, os discursos suscitados pelo seu comportamento ou pelo comportamento dos que interferem, de alguma maneira, com o seu percurso." (António Resende de Oliveira)


O 10.º E fora de portas...

[Infelizmente, O Avarento está esgotado nas "nossas" datas...]


Breve Sumário da História de Deus, de Gil Vicente, 25 de NOVEMBRO

encenação Nuno Carinhas

Estreado na corte de D. João III “na era do Senhor de 1527”, o auto propõe um especioso mosaico de passos das Sagradas Escrituras – da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo – e possui uma densidade retórica que, cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico, amplia as potencialidades de representação muito para lá do mero intuito doutrinal. Da adoração de Abel à “voz que clama no deserto” de João Baptista, passando pelas provações de Job ou pelas profecias de Isaías, Vicente promove um casting bíblico para contar (usemos, para efeitos promocionais, o título de um dos blockbusters de Hollywood) a maior história de todos os tempos. Também habitado por figuras malignas e pelas alegorias do Mundo, do Tempo e da Morte, Breve Sumário da História de Deus revela-nos, afinal, a misteriosa condição de criaturas cuja desesperada humanidade se redime na esperança de Deus.
(ver mais aqui)

O Ano do Pensamento Mágico,
de Joan Didion, 15 de Janeiro
Sinopse
"Uma pessoa senta-se para jantar e a vida como até então a conhecera acaba". Na noite de 30 de Dezembro de 2003, Joan Didion e o seu marido, John, entram em casa depois de visitar a filha, Quintana, internada com uma infecção generalizada e com poucas hipóteses de sobrevivência. Joan e John sentam-se para jantar e eis quando, no silêncio que se instala, John morre de ataque cardíaco. Esta história pessoal e universal mostra a profundidade que só as grandes relações têm e reflecte sobre a morte, a doença, sobre a probabilidade e o acaso, sobre o casamento e os filhos, a saudade e a mágoa"


O Deus da Matança, de Yasmina Reza, 19 de Março
encenação João Lourenço
com Sofia Portugal, Joana Seixas, Paulo Pires

Sinopse

"Dois rapazes andam à pancada depois da escola e um deles parte os dentes ao outro… mas esta história não é acerca deles."

Os pais de Bruno, agora desdentado, conseguem descobrir que foi Fernando quem lhe bateu, e convidam os pais deste para irem lá a casa resolver o assunto como pessoas civilizadas.
O encontro começa num tom muito cordial e civilizado, mas lentamente, pequenas verdades se vão dizendo e insinuando, de parte a parte. O tom amigável e compreensivo com que começaram o encontro é a pouco e pouco substituído por uma desagradável tom de agressão. Todo o ser humano consegue conter a sua raiva apenas até um certo ponto…e uma vez ultrapassado esse ponto, poderemos finalmente conhecer verdadeiramente alguém…Este será o pior dia da vida deles."

Antígona, de Sófocles, 16 de Abril ESTREIA
encenação Nuno Carinhas

"Os dois filhos homens de Édipo, Etéocles e Polinice, morrem numa batalha no mesmo dia. Um a favor e o outro contra a cidade de Tebas, que passa a ser governada pelo cunhado de Édipo, Creonte. Creonte manda enterrar honrosamente ao primeiro, mas lança uma lei de que o segundo não seja velado, nem sepultado..."


O Príncipe de Homburgo, Heidrich Von Kleist, 14 de Maio ESTREIA

encenação Luísa Costa Gomes

Colóquio Letras | Recursos



A Revista Colóquio Letras, que voltou após uma longa interrupção de quatro anos, está disponível aqui.
Não deixes de a consultar...

Cantigas de Amor

Migrações e Desenvolvimento | Ortelinda Barros



Foi hoje, na Universidade Portucalense, o lançamento do livro da Prof. Ortelinda Barros.
Em breve, fotos do acontecimento pela fotógrafa de serviço, Bárbara Silva.